UMBANDA BRANCA - Vamos compreender.....
A Linhagem de Umbanda Branca, dentro do contexto da Umbanda UNA, cheia de cores, rituais distintos e acima de tudo, muito amor ao próximo. Por Sandro da Costa Mattos Muito se fala em não utilizarmos sub-denominações quando nos referimos a religião de Umbanda. A Umbanda é uma religião UNA, ou seja, tem uma base ÚNICA, uma ESSÊNCIA PRÓPRIA e seu nome já diz: UM (única) BANDA (lado, parte), porém, dentro da sua singularidade, existem particularidades que diferenciam as diversas instituições quando se diz respeito à sua forma de praticar a Umbanda. No UNO encontramos a “manifestação do espírito para a caridade”, tão falada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908. E isso pode ser observado até mesmo nas casas que não crêem que o nascimento da Umbanda foi em Neves – Niterói/RJ, com o médium Zélio Fernandino de Morais. No UNO veremos também a presença, sempre marcante, dos Caboclos e Pretos-Velhos, a base filosófica e ritualística da religião, com suas formas bem típicas de trabalhar. Teríamos outras observações a serem colocadas dentro do UNO, do UM da BANDA, mas não podemos deixar de relatar que, assim como aconteceu com outras religiões, a Umbanda cresceu, durante um tempo até de forma desordenada, e, com esse crescimento, novas formas de atuação, visão e conhecimento foram surgindo. Lembrando que a religião umbandista não tem um livro base, uma única direção literária, ou mesmo uma administração central que rege suas diretrizes ritualísticas, como ocorre em outros segmentos como o Católico e Espírita, temos, como principal fonte de informações, os ensinamentos baseados no conhecimento das entidades manifestantes nos milhares de terreiros pelo Brasil e mundo afora e a tradição oral somada ao conhecimento adquirido de cada sacerdote em sua vida religiosa, pré e pós seu acesso ao culto umbandista. Se levarmos em conta que cada espírito tem sua individualidade (não existem dois seres idênticos no universo) fica fácil perceber o porquê destas diferenças entre as casas, mesmo dentro de uma base similar. Se lembrarmos que cada entidade tem um grau de conhecimento e elevação espiritual próprios, essas diferenças ficam ainda mais fáceis de serem identificadas. Tudo isso sem esquecer que tratamos com mentores de linhas, falanges e bandas que muitas vezes, em nada ou quase nada se assemelham, tanto nas diretrizes de trabalho, como na especialidade. Mas voltemos a Umbanda Branca. Umbanda tem cor? Essa é a primeira questão colocada, quando se trata de falarmos em Umbanda Branca. E a resposta do ponto de vista energético: claro que tem, e não é só branca, mas sim, a Umbanda vibra em várias cores, dependendo do trabalho realizado. Mas porque usar o termo “Branca”? Simples: o branco representa a paz, a limpeza (física e espiritual). É a cor de Oxalá (nos cultos que possuem influência afro, como a Umbanda, tido como o Orixá Maior). É também a cor que significa justamente a união, pois surge exatamente da conjunção das cores. Tem principalmente relação com a força que vai trabalhar, a MAGIA BRANCA que cura, abre caminhos e traz a harmonia aos seres da Criação Divina. Suas características: muitos indicam que a Umbanda Branca não trabalha com Exu, não tem atabaque, não usa fumo. Usar apenas isso como descrição pode ser um engano, pois, tudo vai depender do fundamento da casa. Existem casas que aboliram tudo: atabaques, imagens, fumo, etc., mas existem as casas de Umbanda Branca que utilizam umas coisas e aboliram outras. Entre as principais características que poderiam mostrar que uma tenda é da chamada Linhagem de Umbanda Branca, é: - não ter em seus rituais a ingestão de bebidas alcoólicas pelas entidades manifestadas; - não cobrar atendimento espiritual em hipótese alguma, seja passes, consultas ou trabalhos especiais; - não praticar sacrifício de animais; - não fazer trabalhos que venham prejudicar terceiros, trabalhos amorosos ou com interesses mesquinhos. - ter a preocupação em levar conhecimento do evangelho cristão e da doutrina umbandista; - quando possível, praticar ações sociais ou assistenciais; - não utilizar ou utilizar muito pouco, vestimentas ou paramentos que fujam ao branco ritualístico das vestes; - não realizar rituais característicos dos cultos de nação, como recolhimento em camarinhas e catulagem. - respeito ao meio ambiente. - pode ainda ter influências marcantes tanto do espiritismo kardecista, como do catolicismo (devido a sua base essencialmente cristã), além de absorver conhecimentos da cultura oriental, especialmente no trato das questões sobre espiritualidade e energia. No mais, a Umbanda Branca tem tudo aquilo que qualquer outra segmentação umbandista tem, pratica e utiliza, pois como foi dito, a mesma também faz parte do UM desta BANDA que nos envolve. Mas tem aquele que ainda vai perguntar: Mas se existe Umbanda Branca, deve existir a Umbanda Negra. Bom, se a prática dentro da instituição for mesmo umbandista, não se praticará nada que se refere a Magia Negra. Se praticar, não é Umbanda, portanto, é obvio que não existe Umbanda Negra. Então todas as Umbandas são Brancas? Do ponto de vista da Magia utilizada, sim. Ritualisticamente, nem sempre ou não. Mas e quanto ao nome, a denominação; porque utilizá-la se somos todos da mesma BANDA, deste caminho, o UM que nos leva a Deus? Simplesmente para mostrar aos confrades, irmãos de fé e simpatizantes qual é a ritualística de cada tenda, de cada templo. Olhando bem, veremos que teremos em todas as casas, um pouco de cada subdivisão, mas o que faz com que associemos uma tenda umbandista, lembrando sempre que fazemos parte de um conjunto global e similar de rituais, é a maior ou menor quantidade de características desta ou daquela denominação. Assim teremos, além da Umbanda Branca ( lembro que todas as tendas usam desta da força da magia de amor e paz): a Umbanda Tradicional (todas as tendas devem manter a tradição para não perdermos nossa raiz), a Umbanda Esotérica (todas as casas possuem um pouco de esotérico em seu ritual), A Umbanda Cabalística (riscou ponto, tem cabala, ou não?), a Umbanda Sagrada (a Umbanda por si só é sagrada, não é mesmo?), a Umbanda Africanista (qual umbandista não saúda as energias divinas ou seres de alta elevação, independente da forma de visualizar essas forças chamadas Orixás?), entre outras formas de se praticar a CARIDADE e o AMOR AO PRÓXIMO, preconizados dentro de cada terreiro, unindo conhecimentos diversos, numa mesma base filosófica e religiosa, ou seja, neste mesmo UM que une todos nós nesta BANDA, que acima de tudo é DIVINA e que tem, como principal objetivo, elevar nossos padrões de conhecimento e elevação espirituais. Umbanda é acima de tudo, a religião que nos dá a certeza que somos todos filhos de um mesmo PAI, seja ele chamado de Zambi, Olorum, Tupã, Deus .....
Sandro da Costa Mattos – texto escrito em 05/01/2011 Ogã Alabê da APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba Coordenador da Web Rádio Raízes de Umbanda Sites: www.apeu.rg.com.br e www.raizesdeumbanda.com Contato: scm-bio@bol.com.br
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 13h33
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Escrevi o texto abaixo há 3 anos para a Revista Guardiões da Luz especial de final de ano e ele continua atual.... leia, pare, pense e reflita! Sandro Mattos
FINAL DO ANO. PARE UM MOMENTO E REFLITA! Olá leitores e amigos da Revista Guardiões da Luz! Foi com imenso prazer que recebi o convite para escrever para esse que é um dos principais meios de divulgação do espiritualismo. Como se trata de uma edição especial para o final do ano, pensei bem e resolvi escrever algo que não fosse relacionado somente aos Ogãs e curimbeiros, mas sim, a todos os meus irmãos-de-fé. O ano está acabando e você umbandista, seja médium ou simpatizante, já parou para pensar um pouco e refletir em tudo o que foi ensinado pelas Entidades? Será que todas as mensagens, muitas vezes passadas numa simples frase, foram realmente absorvidas? O que você fez para mudar, buscando melhorar o seu modo de ser? E como servidor do Exército Branco de Oxalá, teria sido um soldado fiel, sempre pronto à prática da caridade e ao combate contra as forças do mal? É comum, em todo segmento (religioso ou não), que alguns sejam mais dedicados do que outros, mas aqueles que deixam de cumprir com seu papel, estariam sendo justos? Lógico que a tenda de Umbanda não deve ser um local para reuniões de fanáticos, mas se cada um arcasse pelo menos com sua obrigação, o que já é bom, seria ainda melhor. O Caboclo Ubatuba, mentor espiritual da APEU, (instituição umbandista a qual sou Ogã há 22 anos), sempre que pode, associa sua casa a um lindo jardim, onde cada um dos seus filhos representa uma flor. Ouvindo essas palavras, muitos se enchem de alegria, mas esquecem que, como flores do seu canteiro, precisam dos seus cuidados para não se tornarem em uma planta murcha ou seca. Para isso, o mínimo que se exige, é que se façam presentes nos trabalhos espirituais, aproveitando, ao máximo os momentos onde ele nos rega com sua luz e com as bênçãos trazidas de Oxalá. E como nossa casa, saiba que cada tenda de Umbanda um jardim, cujo jardineiro é seu Mentor Espiritual, e este, como Pai e Protetor, sempre estará disposto a cuidar de todas as suas flores. Irmão-de-fé! Pense. Reflita. Aproveite a chegada do ano que se aproxima e faça uma poda em si próprio, eliminando suas possíveis doenças morais e espirituais. Seja uma flor mais forte, cuja raiz firme sustentará os brotos que renovarão sua mediunidade para que então possa exalar, com mais facilidade, o perfume divino que talvez ainda esteja escondido dentro de você. Desejo a todos um ano vindouro de paz, saúde e felicidade, e se Zambi permitir, nos encontraremos novamente em 2007, falando sobre a nossa querida Umbanda e um dos seus principais fundamentos: a curimba. Saravá! Texto de Sandro da Costa Mattos Ogã Alabê da “APEU” – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba – Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba Autor da obra: O LIVRO BÁSICO DOS OGÃS – Ícone Editora Contato: scm-bio@bol.com.br ou (11) 2911-4198 / 8652-8430
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 16h28
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Paciência Ao arar a terra para o cultivo, precisamos de paciência para arrancar todas as ervas daninhas imprestáveis e esperar, mesmo que o solo pareça estéril, até que as boas sementes escondidas possam germinar e se transformar em plantas. Precisamos de mais paciência ainda para limpar o campo de nossa consciência, coberto com as ervas daninhas dos apegos inúteis aos prazeres sensoriais, que são muito difíceis de serem erradicados. Porém, quando o campo da consciência estiver limpo e semeado com as sementes das boas qualidades, as plantas das nobres atividades brotarão, produzindo abundantemente os frutos da verdadeira felicidade. Acima de tudo, tenha paciência para buscar a comunhão com Deus através da meditação profunda e tornar-se consciente da sua alma indestrutível, escondida no seu perecível corpo físico.
Paramahansa Yogananda, em um "Para-gram"
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 10h02
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WEB RÁDIO RAÍZES DE UMBANDA Chegou a melhor e mais completa rádio que veio para demonstrar as raízes e a história da religião umbandista através dos seus cânticos. Não deixe de acessar: http://www.raizesdeumbanda.com 
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 09h57
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Vai começar tudo de novo? Vamos ficar espertos.
Vai começar tudo de novo? Vamos ficar espertos. Coisas muito esquisitas estão sendo feitas na região da Vila Diva, bairro da zona leste de São Paulo. Algumas oferendas (ou despachos, restos de trabalhos), estão sendo colocadas nas portas dos bancos da região. Só devo lembrar que esta não é a primeira oferenda (ou entrega) do tipo. Há meses vi um alguidar com um cabrito INTEIRO na porta do banco Itaú da Av.Sapopemba na região da Vila Guarani (altura do nº. 5000, mais ou menos). Semanas depois foi na porta do Banco Bradesco, também da Av.Sapopemba, mas já na Vila Diva (dessa vez com galinhas). Depois vi outra oferenda (ou trabalho) com uma galinha sacrificada na porta do Itaú que fica na Rua Orfanato, já quase no largo da Vila Prudente. E mais recentemente (sexta-feira passada) na porta do Banco do Brasil na Vila Diva tinha um alguidar com uma cabeça de bode. Além destas oferendas nas portas dos bancos (colocam bem na porta de entrada, impedindo até que se faça um saque no caixa eletrônico), outras oferendas são colocadas em praças da região, especialmente nas esquinas da Rua Orfanato com a Av.Sapopemba, numa outra praça que fica sobre a Av. Salin Farah Maluf, bem como na praça que fica na esquina da Av.Orfanato X Rua Oratório x Av.Vila Ema.... Se for coisa de pessoas de outros segmentos religiosos que querem nos difamar, uma providência precisa ser tomada urgente, até porque já surgiram rumores que teriam visto uma equipe filmando o tal trabalho. Agora, se é um irmão de fé que anda fazendo essas coisas, só nos resta torcer para que ele tenha consciência de que, agindo assim, está difamando sua própria religião, afinal pedimos diariamente respeito, mas também devemos respeitar os direitos dos outros de ir e vir a uma instituição pública ou privada. Outro caso que vale ser relatado:
Dias atrás (cerca de três semanas), quando os irmãos voluntários do Projeto Aruanda foram entregar alimentos aos moradores de rua, viram um grupo que pegou um rapaz que dormia perto do Cemitério da Vila Formosa, e o colocaram próximo a uma “oferenda”, pedindo para o mesmo comesse um pedaço de carne crua (detalhe, o rapaz tem problemas psiquiátricos). Eles filmavam a tal cena, quando viram o pessoal do Projeto chegar. Então eles entraram correndo no carro e fugiram (chegaram a bater o carro inclusive). Porém os rapazes marcaram a placa do veículo e verificaram que o mesmo pertence a uma instituição neo-pentecostal bem conhecida pelo seu trabalho na mídia. Que a justiça de Xangô nos envolva e que a Lei de Ogum se faça cumprir. Por enquanto devemos ficar de olhos abertos, afinal, a sociedade de um modo geral não sabe o que realmente é a Umbanda e, infelizmente, muitas pessoas engolem aquilo que a mídia coloca no ar. Saudações fraternas! Saravá! Sandro C.Mattos
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 15h39
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Evangelização Infantil na Umbanda

Certa vez ouvi de um sacerdote uma frase que ficou guardada nos arquivos da minha mente: "Para que uma religião seja boa para os pais, tem que ser boa para os filhos também". O assunto havia surgido da questão: porque alguns médiuns não levavam seus filhos ao terreiro? Sabemos que as crianças precisam de uma base religiosa para que possam se tornar pessoas de boa índole no futuro. Lógico que apenas a religião não basta: também é preciso ter educação familiar. Temos aí uma gama de espíritos recém chegados a este orbe, cheios de energia, vontade de aprender e principalmente, de ensinar. Muitas destas crianças são reencarnações de seres de grande evolução espiritual e que estão aí, prontos para servir a Umbanda nos próximos anos. Mas para isso é necessário que elas tenham um início, uma base doutrinária e filosófica, voltada aos ditames máximos que a religião prega: amor, fé, caridade e humildade. E todos estes conceitos encontramos facilmente nos Evangelhos do Mestre Jesus e nas palavras dos Guias e Mentores de Luz que militam na Seara Umbandista. Somando isso à doutrina religiosa e aos conceitos básicos de moral e ética humana, podemos encaminhar nossas crianças para um futuro melhor. Com essa idéia a APEU lançou em 2008 o seu CURSO DE EVANGELIZAÇÃO INFANTIL NA UMBANDA para crianças de 3 a 10 anos de idade, independente de serem umbandistas ou de estarem ligadas à nossa casa por algum médium ou simpatizante. Este curso já era solicitado pelo mentor, Caboclo Ubatuba, há mais de 15 anos, mas somente agora ele foi implantado de uma forma mais firme, mais abrangente. As orientadoras: Ariane e Cristiane foram à fundo na busca de informações de como criar e principalmente, manter um curso como esse e nesta pesquisa visitaram outras instituições que já atuavam nesse sentido, independente da religião que professavam. E como não poderia deixar de ser, buscar material didático também foi fundamental. Hoje a "escolinha" já entrou no seu segundo ano, com aulas dinâmicas, com explicações sobre o conteúdo do curso, com interação infantil através de brincadeiras e outras tarefas pedagógicas, lanches e muito mais e a cada aula, alunos e professoras percebem que têm muito que aprender uns com os outros, nesta grande escola chamada TERRA.
Texto de Sandro C.Mattos
CURSO DE EVANGELIZAÇÃO INFANTIL NA UMBANDA TOTALMENTE GRATUITO Vagas abertas durante o ano todo. Traga sua(s) criança(s) para participar. Aulas aos sábados das 10:00 às 11:30 hs. Orietadoras: Ariane Aguiar e Cristiane Imaizumi Local: APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba Rua Romildo Finozzi, 137 - Jardim Catarina - zona leste São Paulo - SP Fone: (11) 2911-4198
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 14h34
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PROJETO ARUANDA - AUXILIO AOS MORADORES DE RUA: UMA NOVA ETAPA
O Projeto Aruanda nasceu de uma iniciativa da APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba, objetivando auxiliar aos nossos irmãos moradores de rua que vivem nas regiões próximas ao templo. No início, mais ou menos em novembro de 2008, eram cerca de 8 a 15 pessoas auxiliadas. Mas esse número foi crescendo e hoje já chegamos a 100 (às vezes até 120) pessoas atendidas numa única noite. Durante quatro ou cinco meses, distribuímos lanches, chocolate quente, biscoitos, frutas, etc., mas no início de março deste ano, uma nova etapa surgiu, agora com a distribuição de marmitex.
Aproveitamos para agradecer o auxilio dos nossos irmãos do Templo de Umbanda Branca Seara de Jesus, dirigido por Pai Willian França, pois não só gostaram, como abraçaram o projeto há mais ou menos um mês, auxiliando-nos não só com doações, como no preparo dos alimentos e também da distribuição. Como diz o ditado: “a união faz a força”. AGRADECEMOS TAMBÉM A TODOS QUE AUXILIAM OU UM DIA AUXILIARAM ESTE PROJETO. VOCÊS JÁ FAZEM PARTE DESSA HISTÓRIA. Ajude para que esse projeto continue crescendo. Seja você também um colaborador:
Aceitamos alimentos de qualquer natureza (mesmo perecíveis), mas principalmente:
PARA OS MARMITEX:
- Feijão, arroz, macarrão, molho de tomate, temperos prontos, fubá, farinha de rosca e de trigo, legumes, verduras, frutas, carnes e embutidos. - Sucos e água mineral. - Embalagens para marmitex, copinhos, pratinhos e talheres descartáveis.
PARA LANCHES:
- pães para hot-dog, leite longa vida, achocolatado, café, açúcar, chás diversos e sucos. - margarina, maionese ou outro tipo de complemento para os pães. - bolachas e biscoitos
OUTROS:
- material de higiene pessoal. - roupas (inclusive íntimas) e cobertores (já iniciamos a Campanha do Cobertor – ajude a aquecer seu irmão neste inverno que se aproxima).
Nosso grupo sai sempre às segundas-feiras, por volta das 19h30min.
Quer auxiliar? Entre em contato conosco: (11) 2911-4198
E-mails: sandro@nutriport.com.br ou ted@artecor.net
E-mail da APEU: cabocloubatuba.apeu@hotmail.com
Coordenadores do projeto: Rogério e Ted
Toda ajuda é bem-vinda!
Visite nosso site: www.apeu.rg.com.br
Irmão(ã) de fé: se por acaso você já faz esse tipo de trabalho, siga em frente. O trabalho é árduo, mas também valoroso.
Se você está longe ou por qualquer outro motivo não pode nos ajudar, procure uma casa que faça um trabalho social e auxilie independente de ser um adepto dela ou não, pois o voluntariado não vê a camisa que você veste, mas sim o resultado da sua ação. Nossos irmãos menos favorecidos agradecem. E tenha certeza: os Orixás e Guias de Luz também.
Sem mais, agradecemos desde já pela sua atenção.
Que Oxalá abençoe a todos!
Silvio F.C.Mattos – Presidente Fundador Sandro C.Mattos – 1º secretário
Observação: se puder, divulgue esse comunicado aos seus irmãos de fé.
APEU – ASSOCIAÇÃO DE PESQUISAS ESPIRITUAIS UBATUBA Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba - Matriz Rua Romildo Finozzi, 137 – Jd. Catarina (zona leste) São Paulo – SP – CEP: 03910-040
Fone: (11) 2911-4198. Visite nosso site: www.apeu.rg.com.br E-mail: cabocloubatuba.apeu@hotmail.com Sessões às sextas-feiras a partir das 20:30 hs.
O atendimento nesta casa é totalmente gratuito.
APEU – 28 ANOS DE FÉ, AMOR E CARIDADE.
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 14h51
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Irmão umbandista, divulgue essa informação, pois existem muitas pessoas que gostariam de estudar, mas não possuem condições financeiras para pagar por um curso. Lembre que, o conhecimento por parte dos adeptos de qualquer religião é um dos passos importantes para que essa passe a ser mais respeitada diante de outros segmentos. Obrigado! Sandro C.Mattos – secretário APEU
Cursos Gratuitos na APEU - Turmas de 2009
Pioneira em cursos gratuitos destinados aos irmãos umbandistas, já que os realiza desde os anos 80, a APEU abriu as inscrições para as turmas de 2009. Todos os cursos são sem taxa de matrícula ou mensalidades e com início em abril/2009. Duração: até o final do ano. Qualquer pessoa pode participar dos cursos, independente da sua função dentro da religião, bem como de ser ou não umbandista.
* Curso de Iniciação e Aperfeiçoamento Mediúnico: curso teórico sobre os mais diversos fenômenos mediúnicos e suas manifestações e aplicações estudadas. Orientador: Pai Silvio Mattos. Aula às segundas-feiras com início em 13/04/2009 às 21:00 hs.
* Curso Básico de Umbanda - módulo 1: apenas para quem já fez o curso sobre mediunidade. Orientador: Pai Silvio Mattos. Aulas às terças-feiras com início em 14/04/2009 às 21:00 hs.
* Curso de Cânticos de Umbanda: Você sabe porque a Umbanda utiliza os pontos cantados? Sabe o momento correto de entoar um cântico? Entenda a musicalidade da nossa religião e sua função dentro da liturgia. É importante salientar que não ensinaremos toques de atabaques, pois o foco do curso são os pontos cantados e a sua utilização no ritual. Orientador: Ogã Sandro Mattos. Aulas aos sábados com início em 18/04/2009 às 15:15 hs. * Evangelização Infantil na Umbanda: para crianças de 3 à 10 anos de idade. As crianças aprendem a base sobre religiosidade, ética e moral, dentro da cultura cristã umbandista. Esse curso não tem data limite, pois é aberto o ano todo. Orientadoras: Ariane Aguiar e Cristiane Imaizumi. Aulas aos sábados com início em 25/04/2009. Contato: (11) 2911-4198 Nosso site – www.apeu.rg.com.br E-mail: cabocloubatuba.apeu@hotmail.com.br Endereço: Rua Romildo Finozzi, 137 - Jardim Catarina - zona leste - São Paulo/SP. Altura do nº. 2057 da Av.Barreira Grande, onde tem a lombada eletrônica. Essa rua é conhecida como a rua da feira de sexta-feira.
Obs: devido ao pequeno espaço, as vagas são limitadas. Todos os cursos dependem de formação de turma, com um número mínimo de alunos. TODOS OS CURSOS SÃO PRESENCIAIS, OU SEJA, NÃO EXISTE A OPÇÃO PARA ESTUDO À DISTÂNCIA.
APEU - ASSOCIAÇÃO DE PESQUISAS ESPIRITUAIS UBATUBA Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba 28 anos de fé, amor e caridade
Sandro C.Mattos – secretário
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 15h53
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Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 15h50
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NÃO PERCA PELA WEB TV SARAVÁ UMBANDA - WWW.TVSU.COM.BR

APRESENTAÇÃO: PAI SILVIO C.MATTOS

APRESENTAÇÃO: SANDRO C.MATTOS
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 13h14
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O ritual de coroação na Umbanda

Falaremos um pouco sobre o ritual da coroação de acordo com a doutrina umbandista, em especial, da forma como o ato é realizado na APEU.
A coroação compreende uma demonstração de que o médium alcançou um nível aceitável em seu desenvolvimento, pois a entidade já possui total domínio sobre seus pontos de força (chacras), importantíssimos para um bom trabalho espiritual (não confundir com o médium ser ou não consciente). Assim, o que o ritual representa é que depois de coroado o médium passa a ter maior responsabilidade, pois está apto a servir de instrumento em consultas com suas entidades. Poderá também participar de trabalhos mais pesados: (desmanches, desobsessões, demandas, entre outros), e ajudar no desenvolvimento de médiuns mais novos na casa. Note que não tem nenhuma relação com formação sacerdotal, mas trata-se apenas, de um novo estágio que a pessoa alcança em sua evolução mediúnica. Para comprovar isso, no dia da coroação, a entidade mentora daquele médium tem de incorporar e confirmar seu nome (normalmente ela já o fez antes da coroação). Depois revela a falange em que trabalha, risca seu ponto e traduz sua representação, e, se possível, poderá passar também seu ponto cantado. Tudo acontece, diante do mentor da casa, que confirma (ou não) o que foi declarado. Além disso, quando se torna possível, recorre-se ao auxílio de um médium clarividente (com a chamada vidência superior), para firmar seu dom e ver a luz do ponto riscado, informando se o mesmo está correto.
Depois disso, sob um cântico apropriado para a ocasião, o mentor da casa, num ato simbólico, coloca uma coroa preparada com vegetais na cabeça do médium incorporado e todos os presentes saúdam a entidade.
Assim, o médium coroado torna-se apto a participar de determinados trabalhos, que exigem um maior conhecimento e principalmente, um melhor entrelaçamento com suas entidades espirituais, além do total domínio de sua mediunidade, coisa que um médium em desenvolvimento ainda não tem.
Porém é importante que ele tenha consciência de que a humildade deverá prevalecer e que, daquele momento em diante, suas responsabilidades serão aumentadas. Caso contrário, os verdadeiros Guias de Luz se afastam, fazendo com que, em pouco tempo, sua “coroa” perca o brilho, deixando-o à mercê das influências de espíritos imperfeitos que se aproximam dos orgulhosos e vaidosos.
Texto de Sandro da Costa Mattos
Extraído do JUB – JORNAL UMBANDA BRANCA – edição de agosto/2007 – vinculado à APEU – www.apeu.rg.com.br
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 10h24
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IANSÃ – ORIXÁ GUERREIRA
Por Sandro da Costa Mattos

Dia 04 de dezembro homenageamos a Orixá Iansã.
Relacionada à Santa Bárbara pelo sincretismo afro-católico,
ela é responsável pelos ventos e tempestades.
Possuem diversos campos de atuação, entre eles as pedreiras
(com xangô), as águas (com as Iabás) e o cemitério
(com Obaluaê, onde ela é responsável pelos Eguns – espíritos de
pessoas recém-desencarnadas). Também conhecida por Oyá, é
uma Orixá guerreira e tem características muito próprias que podem
ser notadas em suas filhas, como a tempestividade típica de uma
pessoa geniosa. Sua cor é o amarelo na Umbanda e o vermelho nos
cultos afro-brasileiros. Sua saudação é Eparrei!
PONTOS DE SAUDAÇÃO À IANSÃ
Iansã ela é dona do mundo,
Dona do fogo da faísca e do trovão
Eparrei! Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão
(BIS)
Eparrei! Oyá,
Dona dos ventos, mensageira de Oxalá
Eparrei! bela Oyá
Saravá Santa Guerreira
Deusa do fogo e da luz
Minha Santa padroeira
Que meu destino conduz
Proteção para os teus filhos
Eparrei! Ó bela Oyá,
Moça rica da Umbanda
Venha nos abençoar
Eparrei! bela Oyá.
FONTE - JORNAL UMBANDA BRANCA - EDIÇÃO 09 - DEZEMBRO/2005
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 08h41
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UMBANDA É PAZ E AMOR

Recebí um e-mail muito triste onde um determinado jornal indicava um culto que profanava corpos num cemitério como se fosse um trabalho de Umbanda (o nome do jornal não vem ao caso). Então lembrei de tantos outros casos que mancharam o nome de nossa religião perante a sociedade, além de ter sido um prato cheio para aqueles que costumeiramente nos atacam. Porém, pior do que isso, é aceitarmos que esses tipos de casas continuem funcionando com uma placa no portão indicando que lá existe uma "Tenda de Umbanda". Muitos aliás aproveitam do chamado "respeito à diversidade" para fazer o que bem entendem em nome de uma religião que, em sua essência, é puramente voltada à prática da caridade e da evolução do espírito. Até quando vamos aceitar os vendilhões da fé, enganando nosso povo usando o FALSO título de Pai X, Mãe Y, que resolvem de tudo em sete dias, desde que, é claro, um "gordo" cheque seja entregue? Aliás, muitos sequer pisaram num terreiro de Umbanda. E conseguem enganar? Sim. Porque? Simples. A população em geral desconhece o que é a religião umbandista. Quando muito, acham que tudo é macumba. Até quando vamos aceitar aproveitadores, feiticeiros e magos negros que, para serem aceitos, não mostram o que realmente são, já que é mais fácil estar escondido atrás do nome da Umbanda? Tudo mundo faz o quer e a Umbanda é que leva o nome. O que fazer? No mínimo. devemos nos unir para dar um basta a tudo isso. Estamos prestes a completar 100 anos do nascimento da Umbanda em terras brasileiras e é hora de verdadeiros umbandistas buscarem todos os meios de divulgação possíveis, para deixar claro para a sociedade que somos de uma religião (não uma seita), baseada nos evangelhos de Cristo, que pratica a caridade desinteressada e que não realiza, de forma alguma, trabalhos de magia-negra. E isso independe da linha seguida pela instituição: Umbanda Branca, Mista, Angola, Esotérica, etc..., pois afinal de contas, a todas nosso hino diz: UMBANDA É PAZ E AMOR.
S.Paulo, 19/setembro/2006. Texto de Sandro C. Mattos - Ogã da APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba - S.P.
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 13h10
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Luxo na Umbanda?
Necessidade espiritual ou vaidade do(s) médium(ns)?
  
Vamos refletir sobre: "necessidade x vaidade x humildade".
Não está acontecendo um exagero de vaidade na Umbanda (não da religião, mas dos adeptos)? Entre muitos aspectos, podemos citar como exemplo a vestimenta e os paramentos: quando o médium tem uma entidade ou outra que usa um apetrecho de trabalho (um chapéu, um lenço, uma bengala ou mesmo outro elemento), nota-se que a necessidade desse material é do guia, ou seja, aquele espírito usa o chapéu, o lenço etc. para realizar seu trabalho, dentro do seu fundamento. Mas, quando TODAS as entidades que trabalham com o mesmo médium, ou todas do mesmo terreiro (mesmo em médiuns diferentes) precisam se paramentar, não seria mais coisa do(s) médium(ns), na maioria das vezes semi-consciente(s), do que do(s) espírito(s) atuante(s)?
Na internet, revistas e jornais, podemos ver com facilidade, fotos em que o mesmo médium (ou todos do terreiro), quando incorporado(s) apresenta(m)-se da seguinte forma: o baiano está vestido de cangaceiro, com falangeiros de seu Zé Pelintra (não concordo com o termo “linha de malandros”, usado pelos umbandistas mais novos ) usa terno, bengala e chapéu, o boiadeiro parece um capataz ou um coronel fazendeiro, o caboclo se veste imitando um índio (já que o de modo geral, os artigos encontrados, como cocares, não são genuinamente indígenas, e muitos não têm nenhuma semelhança aos paramentos que eram utilizados pelos povos ancestrais de nosso continente, ou mesmo pelos índios atuais), o Ogum veste roupa de soldado romano e tem uma linda espada (se possível, cravejada de brilhantes), o erê traja roupas infantis (macacãozinho, vestidinho colorido etc), o cigano com vestes características do povo (e lógico, quanto mais colorido, melhor), o Exu usa capa, tridente e cartola, o marinheiro usa uma “farda” como se fosse um autêntico capitão da marinha americana, etc. Isso quando não resolvem por um “trono” no meio do terreiro, colocando a entidade numa posição de rei dentro da casa (já existem tronos especialmente confeccionados para Exus e que são vendidos aos “olhos da cara” nas casas de artigos religiosos).
O que vocês acham? Será que existem mesmo médiuns ou casas onde TODAS as Entidades atuantes precisam se paramentar?
Seria coincidência esses espíritos escolherem, todos ao mesmo tempo, esse médium ou essa casa, para se paramentar?
Isso não seria contrário ao principal lema da Umbanda: “HUMILDADE e SIMPLICIDADE”- tão ensinado pelos nossos sábios Pretos-Velhos?
A roupa branca (símbolo de igualdade), aos poucos estaria deixando de ser a FARDA dos soldados do exército do Pai Oxalá, já que até em dias de giras comuns estão usando roupas cada vez mais esplendorosas?
Será que festa de entidade ou orixá precisa mesmo desse luxo todo, deixando, às vezes, um local sagrado como um templo umbandista mais parecido com uma ala de escola de samba, onde todo mundo fica "fantasiado"?
Esse colorido todo não facilita a indução à mistificação, ou no mínimo, ao animismo, já que o médium que gastou tanto dinheiro com toda essa parafernália, não vai querer deixar tudo aquilo guardado?
Ou será que os guias, que sempre foram exemplos de humildade e simplicidade, é que são (ou estão ficando) cada vez mais vaidosos (o que não acredito)?
Irmãos-de-fé, filhos da nossa amada Umbanda: apesar do respeito às diferenças, certas questões poderiam e deveriam ser melhor estudadas ou revistas pelos seguidores do Mestre Oxalá, afinal de contas, a Umbanda veio para dar espaço a todos os filhos do Pai Celestial, principalmente aos simples e humildes (encarnados e desencarnados), muitas vezes não aceitos em outros segmentos religiosos. Com toda essa parafernália utilizada atualmente, como os mais necessitados se encaixarão, já que muitos não podem comprar uma “roupa de Exu”, que muitas vezes, custa mais do que eles ganham por um mês de trabalho?
Lembremos que o brilho que devemos mostrar não é no luxo da vestimenta, ou seja, o lado externo, pois tudo isso é ilusório, já que roupa não tem força espiritual. O que realmente importa é a essência divina que existe em cada um de nós, filhos de Deus (encarnados e desencarnados). Esse brilho, que brota no âmago do ser é que deve ser mostrado e melhor ainda, doado, a todos aqueles que necessitam. Isso sim agrada ao Pai, aos orixás e seus Falangeiros de Luz.
SP. 19/01/2007
Texto de Sandro da Costa Mattos – Ogã Alabê da APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba – Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba. - Autor da obra: O LIVRO BÁSICO DOS OGÃS – Ícone Editora - Assista o programa “CANTANDO COM OS ORIXÁS” na Web TV SARAVÁ UMBANDA – www.tvsu.com.br
Contato: Fones: (11) 6911-4198 – 7354-9471 ou e-mail: scm-bio@bol.com.br
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Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 13h00
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UMBANDA - FÉ CRISTÃ

De uns tempos pra cá, um assunto que não deveria ser polêmico, tomou conta das diversas listas e comunidades da internet: a Umbanda é ou não cristã?
Bem, existem aqueles que defendem a idéia de que a Umbanda não poderia ser cristã, pois esta seria uma religião baseada nos cultos afros. Dentro da visão desses irmãos, apesar do respeito que demonstram, Jesus Cristo é apenas uma figura simbólica, relacionada através do sincretismo criado pelos negros ao Orixá Oxalá, naqueles tempos em que a Coroa Portuguesa, através do poder da Igreja, impunha aos escravos sua fé trazida da Europa. E aí, com o passar do tempo e com a associação dos cultos afros ao espiritismo e ao próprio catolicismo, teria nascido a Umbanda no Brasil.
Já os que defendem a idéia da Umbanda como um culto cristão, baseiam-se principalmente nas palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 15/11/1908 informou aos presentes que estava iniciando ali, um novo culto, chamado Umbanda, onde espíritos de negros e índios poderiam praticar a caridade. Disse também que esta nova religião trabalharia baseada nos Evangelhos de Cristo e que teria como Mestre Supremo: Jesus.
Então, como poderíamos saber qual corrente tem mais razão. Vejamos:
Estamos no início do século XXI, mais precisamente em 2007 (119 anos depois da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel). Porque então os umbandistas continuam com a imagem de Cristo no local mais alto do congá? Afinal de contas não existe mais feitor, sinhozinho ou capitão-do-mato. Nem a perseguição policial que ocorria no início do século XX. Mas estamos lá, ajoelhando, orando e pedindo diante de Sua imagem. Simples, porque no íntimo da grande maioria dos filhos de fé, Cristo é sem dúvida, o Ser de maior expressão espiritual que passou neste orbe. Não bastasse isso, é extremamente comum observarmos nossas Entidades, em especial os Pretos-Velhos, clamando forças a zin Nosso Sinhô Jesus Cristo. Teriam esses Guias de Luz, medo do sinhozinho? Ou da Igreja Católica? Não, claro que não. Eles pedem a Jesus com imenso respeito e devoção, assim como rogam aos Orixás, pois sabem que assim poderão nos conduzir à trilha que nos leva ao Pai. Além dos Vovôs e Vovós, isso é muito fácil de se perceber numa gira de baianos ou boiadeiros, que rogam a Nosso Senhor do Bonfim e a Bom Jesus da Lapa. Até quando tratamos com Exus de Lei, estes demonstram um respeito e um carinho especial ao “Nazareno”. Alguns o chamam até de “o Coroado” e se mostram satisfeitos em ter enxergado a importância em trabalhar baseado nos ensinamentos D’Ele.
Se não bastasse isso, existe um sem-número de pontos cantados que nos remetem à figura do Messias... “Abre a porta ó gente, que aí vem Jesus, e ele vem cansado com o peso da cruz...”, “Preto-Velho quando vem, ele vem aos pés da cruz, vem trazendo proteção para os filhos de Jesus...” “Jesus nasceu, padeceu e morreu...”, “Seu cavalo corre, sua espada reluz, sua bandeira cobre todos filhos de Jesus...”, entre outros.
Sem contar as preces utilizadas, inclusive o Pai Nosso Umbandista, baseado no Pai Nosso ensinado pelo Mestre há 2000 atrás.
Quanto à relação da Umbanda a outros segmentos, notamos forte influência católica e kardecista (ambas religiões cristãs), somada a cultura e fé afro (influência dos espíritos de negros escravos e de ex-participantes destes cultos que vieram a se tornar umbandistas).
Respeitando a visão de todos os filhos desta linda religião, porém, baseado nessas e em outras tantas questões que poderiam ser formuladas, somadas ainda às palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas, particularmente creio sim numa Umbanda CRISTÃ, universalista e cheia fé nos Orixás, Guias e Protetores Espirituais.
O objetivo do texto não é criar polêmicas ou discussões, até porque seriam em vão, já que cada pessoa tem o direito de pensar e acreditar no que quiser, mas apenas de colocar alguns pontos que às vezes passam despercebidos mesmo durante os debates. E, além disso, tenho a certeza de que, acreditando N’Ele ou não, Jesus ampara a todos, assim como os Orixás, que independente até do credo da pessoa, estão sempre abertos a trabalhar em prol da caridade.
Que o Mestre Jesus Cristo, chamado carinhosamente por nós de Pai Oxalá, nos cubra com Vosso Manto Sagrado, envolvendo-nos com as energias que Ele traz do Pai Universal - Deus (ou Zambi, Olorum, Tupã,......).
Texto de Sandro da Costa Mattos - Ogã Alabê da APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba - Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba - S.Paulo/SP. Autor da obra “O LIVRO BÁSICO DOS OGÃS” e apresentador do programa CANTANDO COM OS ORIXÁS, exibido diariamente pela WEB TV SARAVÀ UMBANDA – www.tvsu.com.br Contatos: E-mail: scm-bio@bol.com.br - sandro@nutriport.com.br Telefone: (11) 6911-4198. Site: www.apeu.rg.com.br
Escrito por Leia O Livro Básico dos Ogãs às 12h14
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